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História Natural

História natural

"História natural" é um termo genérico para o que é hoje geralmente visto como um conjunto variado de disciplinas científicas distintas. A maior parte das definições incluem o estudo das coisas vivas (ex: biologia, incluindo botânica e zoologia), enquanto que outras definições estendem o conceito até incluir a paleontologia, a ecologia ou a bioquímica, bem como partes da geologia e da física e até mesmo da meteorologia. A uma pessoa interessada em história natural chama-se naturalista. Nos séculos XVIII e XIX, o termo história natural era usado com frequência a fim de designar todos os estudos científicos, contrapondo-os à história política ou eclesiástica. Assim, a área que abrangia incluía todos os aspectos da física, da astronomia, da arqueologia, etc. Ainda se encontra este uso nos nomes de algumas instituições, como o Museu de História Natural, em Londres, o Museu Nacional de História Natural (parte da Smithsonian Institution) em Washington, DC, o Museu Americano de História Natural em Nova Iorque (que também publica uma revista chamada Natural History), etc. categoria:História ja:博物学

Biologia

A biologia é a ciência da vida (do grego bios = vida e logos = estudo). Debruça-se sobre as características e o comportamento dos organismos, a origem de espécies e indivíduos, e a forma como estes interagem uns com os outros e com o seu ambiente. A biologia abrange um espectro amplo de áreas académicas frequentemente consideradas disciplinas independentes, mas que, no seu conjunto, estudam a vida às mais variadas escalas. A vida é estudada à escala atómica e molecular pela biologia molecular, pela bioquímica e pela genética molecular, ao nível da célula pela biologia celular e à escala multicelular pela fisiologia, pela anatomia e pela histologia. A biologia do desenvolvimento estuda a vida ao nível do desenvolvimento ou ontogenia do organismo individual. Subindo na escala para grupos de mais que um organismo, a genética estuda como funciona a hereditariedade entre progenitores e a sua descendência. A etologia estuda o comportamento dos indivíduos. A genética populacional trabalha ao nível da população, enquanto que a sistemática trabalha com linhagens de muitas espécies. As ligações de indivíduos, populações e espécies entre si e com os seus habitats são estudadas pela ecologia e pela biologia evolutiva. Uma nova área, altamente especulativa, a astrobiologia (ou xenobiologia) estuda a possibilidade de vida para lá do nosso planeta.

Princípios da biologia

Apesar de, ao contrário da física, a biologia não descrever os sistemas biológicos em termos de objectos que obedecem a leis imutáveis descritas de forma matemática, não deixa de ser caracterizada por um certo número de princípios e conceitos nucleares: universalidade, evolução, diversidade, continuidade, homeostase e interacção.

Universalidade: bioquímica, células e o código genético

Ver: Vida Existem muitas unidades universais e processos comuns que são fundamentais para todas as formas de vida. Por exemplo, quase todas as formas de vida são constituídas por células que, por sua vez, funcionam segundo uma bioquímica comum baseada no carbono. A exceção à essa regra são os vírus e os príons, que não são compostos por células. Os primeiros assumem uma forma cristalizada inativa e só se reproduzem com o aparelho nuclear das células alvo. Os príons por sua vez, são proteínas auto replicantes-infectantes, que causam a encefalopatia bovina espongiforme (ou "mal da vaca louca" ). Todos os organismos transmitem a sua hereditariedade através de material genético baseado em ácidos nucleicos, podendo ser ou DNA (Ácido desoxirribonucléico) ou RNA (Ácido ribonucléico), usando um código genético universal. Durante o desenvolvimento o tema dos processos universais está também presente: por exemplo, na maioria dos organismos metazoários, os passos básicos do desenvolvimento inicial do embrião partilham estágios morfológicos semelhantes e envolvem genes similares.

Evolução: o princípio central da biologia

Ver: Evolução Um dos conceitos nucleares e estruturantes em biologia é que toda a vida descende duma origem comum mediante um processo de evolução. De facto, é uma das razões pelas quais os organismos biológicos exibem a notável similaridade de unidades e processos discutida na secção anterior. Charles Darwin estabeleceu a evolução como uma teoria viável ao enunciar a sua força motriz: a selecção natural. (Alfred Russell Wallace é comummente reconhecido como co-autor deste conceito). A deriva genética foi admitida como um mecanismo adicional na chamada síntese moderna. A história evolutiva duma espécie, que descreve as várias espécies de que aquela descende e as características destas, juntamente com a sua relação com outras espécies vivas, constituem a sua filogenia. A elaboração duma filogenia recorre às mais variadas abordagens, desde a comparação de sequências de DNA no âmbito da biologia molecular ou da genómica até comparação de fósseis e outros vestígios de organismos antigos pela paleontologia. As relações evolutivas são analisadas e organizadas mediante vários métodos, nomeadamente a filogenia, a fenética e a cladística. Os principais eventos na evolução da vida, tal como os biólogos os vêem, podem ser resumidos nesta cronologia evolutiva.

Diversidade: a variedade dos organismos vivos

Apesar da unidade subjacente, a vida exibe uma diversidade surpreendente em termos de morfologia, comportamento e ciclos de vida. A classificação de todos os seres vivos é uma tentativa de lidar com toda esta diversidade, e o objecto de estudo da sistemática e da taxonomia. A taxonomia separa os organismos em grupos chamados taxa, enquanto que a sistemática procura estabelecer relações entre estes. Uma classificação científica deve reflectir as árvores filogenéticas, também chamadas árvores evolutivas, dos vários organismos. Tradicionalmente, os seres vivos são divididos em cinco reinos: :Monera -- Protista -- Fungi -- Plantae -- Animalia Contudo, vários autores consideram este sistema desactualizado. Abordagens mais modernas começam geralmente com o sistema dos três domínios: :Archaea (originalmente Archaebacteria) -- Bacteria (originalmente Eubacteria) -- Eukaryota Estes domínios são definidos com base em diferenças a nível celular, como a presença ou ausência de núcleo e a estrutura da membrana exterior. Existe ainda toda uma série de parasitas intracelulares considerados progressivamente menos “vivos” em termos da sua actividade metabólica: :Vírus -- Viróides -- Priões

Continuidade: a origem comum de toda a vida

Ver: Origem comum Diz-se que um dado grupo de organismos tem origem comum se têm um ancestral comum. Todos os organismos que existem na Terra descendem dum ancestral comum ou dum pool de genes ancestral. Crê-se que este "último ancestral comum universal”, isto é, o ancestral comum mais recente de todos os organismos, tenha surgido há cerca de 3.5 mil milhões de anos (ver: origem da vida). A noção de que "toda a vida [advém] de [um] ovo" (do latim "Omne vivum ex ovo"), um conceito fundamental da biologia moderna, significa que há uma continuidade ininterrupta de vida desde a sua origem até ao presente. Até ao século XIX era crença comum que os seres vivos podiam surgir espontaneamente sob certas condições (ver abiogénese). A universalidade do código genético é geralmente considerada uma prova definitiva a favor da teoria da descendência universal comum (UCD: universal common descent) para bactérias, archaea e eucariotas (ver: sistema dos três domínios).

Homeostase: adaptação à mudança

Ver: Homeostase A homeostase é a propriedade dum sistema aberto de regular o seu ambiente interno de modo a manter uma condição estável mediante múltiplos ajustes dum equilíbrio dinâmico controlados por uma interacção de mecanismos de regulação. Todos os organismos, unicelulares e multicelulares, exibem homeostase. A homeostase pode-se manifestar ao nível da célula, na manutenção duma acidez (pH) interna estável, do organismo, na temperatura interna constante dos animais de sangue quente, e mesmo do ecossistema, no maior consumo de dióxido de carbono atmosférico devido a um maior crescimento da vegetação provocado pelo aumento do teor de dióxido de carbono na atmosfera. Tecidos e órgãos também mantêm homeostase.

Interacção: grupos e ambientes

Todo o ser vivo interage com outros organismos e com o seu ambiente. Uma das razões pelas quais os sistemas biológicos são tão difíceis de estudar é precisamente a possibilidade de tantas interacções diferentes com outros organismos e com o ambiente. Uma bactéria microscópica reagindo a um gradiente local de açúcar está a reagir ao seu ambiente exactamente da mesma forma que um leão está a reagir ao seu quando procura alimento na savana africana. Dentro duma mesma espécie ou entre espécies, os comportamentos podem ser cooperativos, agressivos, parasíticos ou simbióticos. A questão torna-se mais complexa à medida que um número crescente de espécies interage num ecossistema. Este é o principal objecto de estudo da ecologia.

Âmbito da biologia

Ver: Lista de disciplinas da biologia A biologia tornou-se um campo de investigação tão vasto que geralmente não é estudada como uma única disciplina, mas antes dividida em várias disciplinas subordinadas. Considerámos aqui quatro grandes agrupamentos. O primeiro consiste nas disciplinas que estudam as estruturas básicas dos sistemas vivos: células, genes, etc.; um segundo agrupamento aborda o funcionamento destas estruturas ao nível dos tecidos, órgãos e corpos; um terceiro incide sobre os organismos e o seu ciclo de vida; um último agrupamento de disciplinas foca-se nas interacções. Note-se, contudo, que estas descrições, estes agrupamentos e as fronteiras entre estes são apenas uma descrição simplificada do todo que é a investigação biológica. Na realidade, as fronteiras entre disciplinas são muito fluidas e a maioria das disciplinas recorre frequentemente a técnica doutras disciplinas. Por exemplo, a biologia evolutiva apoia-se fortemente em técnicas da biologia molecular para determinar sequências de DNA que ajudam a perceber a variação genética dentro duma população; e a fisiologia recorre com frequência à biologia celular na descrição do funcionamento dos sistemas de órgãos.

Estrutura da vida

Ver: Biologia molecular, Biologia celular, Genética, Biologia do desenvolvimento A biologia molecular é o estudo da biologia ao nível molecular, sobrepondo-se em grande parte com outras áreas da biologia, nomeadamente a genética e a bioquímica. Ocupa-se essencialmente das interacções entre os vários sistemas celulares, incluindo a correlação entre DNA, RNA e a síntese proteica, e de como estas interacções são reguladas. A biologia celular estuda as propriedades fisiológicas das células, bem como o seu comportamento, interacções e ambiente, tanto ao nível microscópico como molecular. Ocupa-se tanto de organismos unicelulares como as bactérias como de células especializadas em organismos multicelulares como os humanos. Compreender a composição e o funcionamento das células é essencial para todas as ciências biológicas. Avaliar as semelhanças e as diferenças entre os diferentes tipos de células é particularmente importante para estas duas disciplinas, e é a partir destas semelhanças e diferenças fundamentais que emerge um padrão unificador que permite que os princípios deduzidos a partir dum tipo de célula sejam extrapolados e generalizados para outros tipos de célula. A genética é a ciência dos genes, da hereditariedade e da variação entre organismos. Na investigação moderna, providencia ferramentas importantes para o estudo da função dum gene particular e para a análise de interacções genéticas. Nos [[organismo]]s, a informação genética normalmente está nos [[cromossomas, mais concretamente, na estrutura química de cada uma das moléculas de DNA. Os genes codificam a informação necessária para a síntese de proteínas que, por sua vez, desempenham um papel essencial, se bem que longe de absoluto, na determinação do fenótipo do organismo. A biologia do desenvolvimento estuda o processo pelo qual os organismos crescem e se desenvolvem. Confinada originalmente à embriologia, nos nossos dias estuda o controle genético do crescimento e diferenciação celular e da morfogénese, o processo que dá origem aos tecidos, órgãos e à anatomia em geral. Entre as espécies privilegiadas nestes estudos encontram-se o nemátode Caenorhabditis elegans, a mosca-do-azeite Drosophila melanogaster, o peixe-zebra Brachydanio rerio, o rato Mus musculus, e a erva Arabidopsis thaliana.

Fisiologia dos organismos

Ver: Fisiologia, Anatomia A fisiologia estuda os processos mecânicos, físicos e bioquímicos dos organismos vivos, tentando compreender como as várias estruturas funcionam como um todo. É tradicionalmente dividida em fisiologia vegetal e fisiologia animal, mas os princípios da fisiologia são universais, independentemente do organismo estudado. Por exemplo, informação acerca da fisiologia duma célula de levedura também se aplica a células humanas, e o mesmo conjunto de técnicas e métodos é aplicado à fisiologia humana ou à de outras espécies, animais e vegetais. A anatomia é uma parte importante da fisiologia e estuda a forma como funcionam e interagem os vários sistemas dum organismo, como, por exemplo, os sistemas nervoso, imunitário, endócrino, respiratório e circulatório. O estudo destes sistemas é partilhado com disciplinas da medicina como a neurologia, a imunologia e afins.

Diversidade e evolução dos organismos

Ver: Biologia evolutiva, Botânica, Zoologia A biologia evolutiva ocupa-se da origem e descendência das espécies, bem como da sua modificação ao longo do tempo, ou seja, da sua evolução. É uma área heterogénea onde trabalham investigadores oriundos das mais variadas disciplinas taxonómicas, tais como a mamalogia, a ornitologia e a herpetologia, que usam o seu conhecimento sobre esses organismos para responder a questões gerais de evolução. Inclui ainda os paleontólogos que estudam fósseis para responder a questões acerca do modo e do tempo da evolução, e teóricos de áreas como a genética populacional e a teoria evolutiva. Na década de 1990, a biologia do desenvolvimento recuperou o seu papel na biologia evolutiva após a sua exclusão inicial da síntese moderna. Áreas como a filogenia, a sistemática e a taxonomia estão relacionadas com a biologia evolutiva e são por vezes consideradas parte desta. As duas grandes disciplinas da taxonomia são a botânica e a zoologia. A botânica ocupa-se do estudo das plantas e abrange um vasto leque de disciplinas que estudam o seu crescimento, reprodução, metabolismo, desenvolvimento, doenças e evolução. A zoologia ocupa-se do estudo dos animais, incluindo aspectos como a sua fisiologia, anatomia e embriologia. Tanto a botânica como a zoologia se dividem em disciplinas menores especializadas em grupos particulares de animais e plantas. A taxonomia inclui outras disciplinas que se ocupam doutros organismos além das plantas e dos animais, como, por exemplo, a micologia, que estuda os fungos. Os mecanismos genéticos e de desenvolvimento partilhados por todos os organismos são estudados pela biologia molecular, pela genética molecular e pela biologia do desenvolvimento.

Classificação da vida

O sistema de classificação dominante é conhecido como taxonomia lineana, que inclui conceitos como a estruturação em níveis e a nomenclatura binomial. A atribuição de nomes científicos a organismos é regulada por acordos internacionais como o Código Internacional de Nomenclatura Botânica (ICBN), o Código Internacional de Nomenclatura Zoológica (ICZN), e o Código Internacional de Nomenclatura Bacteriana (ICNB). Um esboço dum código único foi publicado em 1997 numa tentativa de uniformizar a nomenclatura nas três áreas, mas que parece não ter sido ainda adoptado formalmente. O Código Internacional de Classificação e Nomenclatura de Vírus (ICVCN) não foi incluído neste esforço de uniformização.

Interacções entre organismos

Ver: Ecologia, Etologia A ecologia estuda a distribuição e a abundância dos organismos vivos, e as interacções dos organismos entre si e com o seu ambiente. O ambiente dum organismo inclui não só o seu habitat, que pode ser descrito como a soma dos factores abióticos locais tais como o clima e a geologia, mas também pelos outros organismos com quem partilha o seu habitat. Os sistemas ecológicos são estudados a diferentes níveis, do individual e populacional ao do ecossistema e da biosfera. A ecologia é uma ciência multidisciplinar, recorrendo a vários outros domínios científicos. A etologia estuda o comportamento animal (com particular ênfase nos animais sociais como os primatas e os canídeos) e é por vezes considerada um ramo da zoologia. Uma preocupação particular dos etólogos prende-se com a evolução do comportamento e a compreensão do comportamento em termos da teoria da selecção natural. De certo modo, o primeiro etólogo moderno foi Charles Darwin, cujo livro The expression of the emotions in animals and men influenciou muitos etólogos.

Principais ramos da Biologia

:Aerobiologia -- Anatomia -- Antropologia -- Astrobiologia -- Biofísica -- Biogeografia -- Biologia Celular -- Biologia Marinha -- Biologia Molecular -- Biônica -- Bioquímica -- Biotecnologia -- Botânica -- Corologia -- Citologia -- Cladística -- Biologia do Desenvolvimento -- Ecologia (Simbiologia, Autoecologia) -- Etologia (Comportamento Animal) -- Evolução (Biologia Evolutiva) -- Fisiologia -- Genética (Genômica, Proteômica) -- Histologia -- Imunologia -- Doenças infecciosas (Patologia, Epidemiologia) -- Limnologia -- Mamalogia -- Microbiologia (Bacteriologia) -- Micologia / Liquenologia -- Neurobiologia -- Oncologia (estudo do câncer) -- Ontogenia -- Paleontologia (Paleobotânica, Paleozoologia) -- Ficologia (ou Algologia) -- Filogenia (Filogenética, Filogeografia) -- Fitopatologia -- Biologia estrutural -- Taxonomia -- Toxicologia (estudos dos tóxicos, venenos e poluição) -- Virologia -- Xenobiologia -- Zoologia; relacionado: medicina homeopatia

História da Biologia

Ver: Biólogos famosos -- História da Biologia Formado por combinação do grego βίος (bios), que significa vida, e λόγος (logos), que significa palavra, ideia, a palavra biologia no seu sentido moderno parece ter sido introduzida independentemente por Gottfried Reinhold Treviranus (Biologie oder Philosophie der lebenden Natur, 1802) e por Jean-Baptiste Lamarck (Hydrogéologie, 1802). A palavra propriamente dita pode ter sido cunhada em 1800 por Karl Friedrich Burdach, mas aparece no título do Volume 3 da obra de Michael Christoph Hanov Philosophiae naturalis sive physicae dogmaticae: Geologia, biologia, phytologia generalis et dendrologia, publicada em 1766.

Portal de Biologia


- Wikipedia:Portal de Biologia

Glossário de Biologia

Bibliografia de Biologia


- O Gene Egoísta
- A ideia perigosa de Darwin
- A teia da vida
- O renascer da natureza
- A Origem das Espécies


- [http://www.biologo.com.br Biólogo: Portal de biologia]
- [http://www.colegiosaofrancisco.com.br/biologia.html Tópicos de Biologia]
- [http://www.mundosites.net/biologia Sites Temáticos de Biologia]
- [http://www.brasilescola.com/biologia Biologia] - Brasil Escola
- [http://www.suapesquisa.com/biologia Histórico da Biologia] Categoria:Ciências naturais Categoria:Ciências exatas
-
als:Biologie ja:生物学 ko:생물학 ms:Biologi simple:Biology th:ชีววิทยา

Zoologia

O estudo do reino animal. Ver a definição e classificação actual deste grupo em Animalia. Classificações Seguindo a divisão proposta por Carolus Linnaeus (ou Carl von Linné), o reino animal é um dos 5 reinos, e é subdividido nos seguintes Filos: Poríferos, Celenterados, Platelmintos, Nematelmintos, Anelídeos, Moluscos, Artrópodes, Equinodermos, Peixes, Répteis, Anfíbios, Aves e Mamíferos . os quatro últimos foram reunidos em um único grupo, o Chordata ou cordados que são animais com corda dorsal, enquanto que as outras várias formas foram separadas Ramos da Zoologia
- Ornitologia (estudo das aves)
- Malacologia (estudo dos crustáceos)
- Herpetologia (estudo dos répteis)
- Ictiologia (estudo dos peixes)
- Mastozoologia (estudo dos mamíferos) Zoólogos e Naturalistas
- Alexandre Rodrigues Ferreira
- Edwin Willis
- Jacques Veilliard
- José Carlos Reis de Magalhães


- [http://www.expozoo.exponor.pt/ Expozoo] - Salão Internacional de Zootecnia categoria:Divisões da Biologia
-
ja:動物学 ko:동물학 ms:Zoologi simple:Zoology th:สัตววิทยา

Paleontologia

Paleontologia é uma ciência que interage com a biologia e a geologia. É a ciência que estuda os fósseis, ou seja, restos mineralizados de seres vivos ou vestígios de vida de organismos que existiram durante a história da vida na Terra. A partir dos fósseis, rochas podem ser datadas e a evolução até os seres vivos atuais pode ser melhor entendida. Inversamente, a partir dos seres vivos atuais pode-se descobrir algo sobre os fósseis ("o presente é a chave do passado" Lyell). A partir dos fósseis pode-se fazer a datação relativa das rochas sedimentares. Por vezes, divide-se a paleontologia em dois ramos:
- a paleozoologia - estudo dos fósseis de animais, e
- a paleobotânica - estudo dos fósseis de plantas. Também é possivel dividir a paleontologia em:
- a Macropaleontologia - Restos ou vestígios macroscópicos de organismos (animais ou vegetais).
- a Micropaleontologia - Restos ou vestígios microscópicos (menores do que 2mm) de organismos. Ainda fdx uma subdivisão da paleobotânica e da micropaleontologia é a palinologia, o estudo dos restos de pólen fossilizados. Esta divisão provém do facto de durante muitos anos os seres vivos serem classificados quer como plantas - e estudados pelos botânicos - quer como animais - estudados pelos zoologistas. Os arqueólogos se diferenciam dos paleontólogos porque, além de também estudarem restos fossilizados de plantas e animais, procuram comprender as actividades humanas em determinado período da história da Terra. A Paleontologia geralmente não está preocupada com estas questões. Categoria:Geologia Categoria:Biologia ja:古生物学 ko:고생물학

Ecologia

Ecologia é o estudo das interações dos seres vivos entre si e com o meio ambiente. A palavra e o conceito foram iniciados em 1866 pelo biólogo alemão Ernst Haeckel da palavra grega "oikos", que significa "casa", e "logos", que significa "estudo". Para os ecólogos, o meio ambiente inclui não só os fatores abióticos como o clima e a geologia, mas também os seres vivos que habitam uma determinada comunidade ou biótopo. O conjunto dos seres vivos e não-vivos que habitam um determinado espaço geográfico chama-se ecossistema. O conjunto dos ecossistemas da Terra é conhecido por biosfera. O meio ambiente afeta os seres vivos não só pelo espaço necessário à sua sobrevivência e reprodução -- levando, por vezes, ao territorialismo -- mas também às suas funções vitais, incluindo o seu comportamento (estudado pela etologia, que também analisa a evolução dos comportamentos), através do metabolismo. Por essa razão, o meio ambiente -- a sua qualidade -- determina o número de indivíduos e de espécies que podem viver no mesmo habitat. Por outro lado, os seres vivos também alteram permanentemente o meio ambiente em que vivem. O exemplo mais dramático é a construção dos recifes de coral por minúsculos invertebrados, os pólipos coralinos. As relações entre os diversos seres vivos existentes num ecossistema incluem a competição pelo espaço, pelo alimento ou por parceiros para a reprodução, a predação duns organismos por outros, a simbiose entre diferentes espécies que cooperam para a sua mútua sobrevivência, o comensalismo, o parasitismo e outras (ver a página Relações Ecológicas). Da evolução destes conceitos e da verificação das alterações de vários ecossistemas -- principalmente a sua degradação -- pelo homem, levou ao conceito da Ecologia Humana que estuda as relações entre o Homem e a Biosfera, principalmente do ponto de vista da manutenção da sua saúde, não só física, mas também social. Por outro lado, apareceram também os conceitos de Conservação e do Conservacionismo que se impuseram na actuação dos governos, quer através das acções de regulamentação do uso do ambiente natural e das suas espécies, quer através de várias organizações ambientalistas que promovem a disseminação do conhecimento sobre estas interações entre o Homem e a Biosfera.

Grupos ou Associações Ambientalistas ou Ecológicas


- ADEAJS
- CDDN
- Fundação Mata Atlântica
- Greenpeace
- O Eco
- Quercus
- WWF

Conceitos ecológicos importantes


- comunidade
- ecossistema
- meio ambiente
- nicho ecológico
- população
- Relações ecológicas

Páginas relacionadas


- Ecólogos e Conservacionistas
- Educação Ambiental

Recursos Exteriores à Wikipédia

[http://www.personal.dundee.ac.uk/~amjones/dundee/36biomes.htm Allan Jones' Biosphere Support page]
-
categoria:Biologia als:Ökologie ja:生態学 ko:생태학 ms:Ekologi simple:Ecology th:นิเวศวิทยา


Bioquímica

Ciência que estuda principalmente a química dos processos biológicos que ocorrem em todos os seres vivos. Os bioquímicos utilizam ferramentas e conceitos da química, particularmente da química orgânica e físico-química, para a elucidação do sistema vivo. É frequentemente confundida com a biologia molecular, a genética e a biofísica, que são áreas de estudo profundamente relacionadas com a bioquímica mas distintas entre si. A bioquímica é voltada principalmente para o estudo da estrutura e função de componentes celulares como proteínas, carboidratos, lipídios, ácidos nucléicos e outras biomoléculas. Recentemente a bioquímica tem se focalizado mais especificamente na química das reações enzimáticas e nas propriedades das proteínas. Categoria:Química Categoria:Bioquímica Categoria:Divisões da Biologia ja:生化学 ko:생화학 ms:Biokimia th:ชีวเคมี

Física

Física é a ciência que estuda a natureza em seus aspectos mais gerais. O termo vem do grego φύσις (physiké), que significa natureza. Atualmente, é dificílimo definir qual o campo de atuação da física, pois ela aparece em diferentes campos do conhecimento que, à primeira vista, parecem completamente descorrelacionados. Como ciência, faz uso do método científico. Baseia-se essencialmente na matemática e na lógica quando da formulação de seus conceitos.

O que faz a Física

A física estuda a natureza. Entretanto, outras ciências também o fazem: a Química, a Biologia, a Geologia, a Economia (ainda que seja a natureza humana), etc. Como definir a área de atuação de cada uma delas? Esta é uma pergunta difícil, sem resposta consensual. Ainda mais quando áreas interdisciplinares aparecem aos montes: Físico-Química, Biofísica, Geofísica, Econofísica, etc. Alguns dizem que físicos estão interessados em determinar a natureza do espaço, do tempo, da matéria, da energia e das suas interações. Esta definição excluiria certas áreas mais novas da física que trabalham com a biologia, por exemplo. Outros dizem que Física é a única ciência fundamental e que estas divisões são artificiais, ainda que tenham utilidade prática. Seu argumento é simples: a Física descreve a dinâmica e configuração das partículas fundamentais do universo. O universo é tudo que existe e é composto destas partículas. Então todos os fenômenos, eventualmente abordados em outras ciências, poderiam ser explicados em termos da física destas partículas, o que configura o que se chama reducionismo ontológico. Seria como dizer que todos os resultados das outras ciências podem ser derivados em bases físicas. Isso já acontece com explicações de fenômenos antes demonstrados pela Química e hoje explicados pela Física (Veja Química Quântica). Entretanto, ainda não é muito fácil explicar a grande maioria dos fenômenos de outros ramos da ciência, pois isto envolve campos ainda não explorados e uma matemática muito elaborada. Com base nisso, alguns chegam a sugerir que até mesmo o cérebro um dia poderá ser descrito por uma equação ou um conjunto de equações matemáticas (muito provavelmente envolvendo muitos argumentos de probabilidade). Há os que argumentam que as divisões da ciência têm origem social e histórica e que definições de física são forjadas para tentar reunir todas as pessoas que são aceitas como físicos pela sociedade. Talvez quem esteja certo seja quem acredite na máxima: :Físicos são pessoas diferentes, em lugares diferentes, fazendo coisas diferentes.

Divisões

Como outras ciências, a Física é dividida de acordo com diversos critérios. Em primeiro lugar há uma divisão fundamental entre física teórica, física experimental e física aplicada. (Os dois primeiros ramos se reúnem sob a denominação pesquisa básica.)
- A física teórica procura definir novas teorias que condensem o conhecimento advindo das experiências; também vai procurar formular as perguntas e os experimentos que permitam expandir o conhecimento.
- A física experimental conduz experimentos capazes de validar ou não teorias científicas, ou mesmo corrigir aspectos defeituosos destas teorias.
- A física aplicada trata do uso das teorias físicas na vida cotidiana. Uma outra divisão pode ser feita pela magnitude do objeto em análise. A física quântica trata do universo do muito pequeno, dos átomos e das partículas que compõem os átomos; a física clássica trata dos objetos que encontramos no nosso dia-a-dia; e a física relativística trata de situações que envolvem grandes quantidades de matéria e energia. Mas a divisão mais tradicional é aquela feita de acordo com as propriedades mais estudadas nos fenômenos. Daí temos a Mecânica, quando se estudam objetos a partir de seu movimento ou ausência de movimento, e também as condições que provocam esse movimento; a Termodinâmica, quando se estudam o (calor), o trabalho, as propriedades das substâncias, os processos que as envolvem e as transformações de uma forma de energia em outra; o Electromagnetismo quando se analisam as propriedades elétricas, aquelas que existem em função do fluxo de elétrons nos corpos; a Ondulatória, que estuda a propagação de energia pelo espaço; a Óptica, que estuda os objetos a partir de suas impressões visuais; a Acústica, que estuda os objetos a partir das impressões sonoras; e mais algumas outras divisões menores.

Áreas da Física

em ordem alfabética:
- Acústica
- Astrofísica
- Biofísica
- Ciência planetária
- Cosmologia
- Dinâmica dos fluidos
- Econofísica
- Electromagnetismo
- Eletrônica
- Física atmosférica
- Física atômica
- Física biomédica
- Física computacional
- Física da computação
- Física da matéria condensada
- Física de materiais
- Física de partículas
- Física de Plasmas
- Física matemática
- Física médica
- Física molecular
- Física Nuclear
- Física oceânica
- Física química
- Geofísica
- Mecânica clássica
- Mecânica estatística
- Mecânica quântica
- Óptica
- Relatividade geral
- Relatividade restrita
- Teoria clássica de campos
- Teoria quântica de campos
- Termodinâmica
- Termologia

Filosofia da física

Muito sobre a filosofia que envolve a física pode ser encontrado em Filosofia, Metafísica,Ciência e método científico. Entretanto, existem filosofias peculiares à Física que serão mencionadas aqui. Uma delas é o Determinismo Científico. Assumido que tudo não passa de partículas e que seu movimento é determinado para todo o tempo quando determina-se a posição e a velocidade da partícula no momento atual, pode-se dizer que todo o futuro já está determinado. O Demônio de Laplace nasce assim, apesar de ter sido arranhado pela Mecânica Quântica quanto a sua definição e pelo Caos quanto a sua implementação. Extensões desse pensamento centrado no Determinismo Científico adequadamente adaptadas às dificuldades teóricas têm conseqüências filosóficas profundas, por exemplo: se aceitamos que o cérebro comanda todas as ações humanas e se o cérebro é feito apenas de átomos (governados apenas por leis da Física), é preciso perguntar se realmente a pessoa tem livre-arbítrio para controlar seu comportamento. No entanto, há um debate se cabe à Física ou à Metafísica responder a estas questões filosóficas. Outra é a busca e a crença em uma teoria geral, única, consistente que descreva todos os processos do universo. Tal teoria deveria contemplar a Mecânica Quântica e a Teoria da Relatividade como casos especiais, bem como todas as outras teorias existentes. Também deveria ser baseada apenas em argumentos matemáticos, ou seja, sem nenhuma constante fundamental. Várias teorias já foram consideradas sobre esta teoria fundamental, por exemplo, a Supersimetria. Entretanto, esta é uma questão aberta, e talvez sempre seja.

Artigos Relacionados


- Problemas não solucionados da Física
- Unidades de medida
- Lista de físicos
- Lista de Grupos de pesquisa em Física

Páginas Externas


- [http://www.fisica.ist.utl.pt Departamento de Física do Instituto Superior Técnico]
- [http://www.oal.ul.pt Observatório Astronómico de Lisboa]
- [http://www.fis.ua.pt Departamento de Física da Universidade de Aveiro]
- [http://cfp.ist.utl.pt Centro de Física dos Plasmas do IST]
- [http://www.cfn.ist.utl.pt Centro de Fusão Nuclear do IST]
- [http://cftc.cii.fc.ul.pt CFTC-Centro de Física Teórica e Computacional]
- [http://orbita.starmedia.com/~mallmith/index.html/ CEF - Centro de Estudos de Física]
- [http://www.terra.com.br/fisicanet/ FisicaNet]
- http://www.adorofisica.com.br/
- http://www.feiradeciencias.com.br
- http://www.conviteafisica.com.br/
- http://www.lnls.br/
- [http://axpfep1.if.usp.br/~gref/ Grupo de Reelaboração do Ensino de Física]
- [http://www.mathpages.com/home/iphysics.htm Physics (MathPages)] (em inglês)
- [http://www.if.sc.usp.br IFSC - Instituto de Física de São Carlos]
- [http://www.if.uff.br Instituto de Física da UFF]
- [http://www.fisica.ufc.br/ Departamento de Física da UFC]
- [http://www.fisica.ufmg.br Departamento de Física da UFMG]
- [http://www.fisica.ufpb.br Departamento de Física da UFPB]
- [http://www.df.ufpe.br/ Departamento de Física da UFPE]
- [http://www.fisica.ufsc.br Departamento de Física da UFSC]
- [http://www.suapesquisa.com/fisica/ História da Física - em português]
- [http://www.brasilescola.com/fisica/ Física - Brasil Escola]
- [http://www.if.ufrgs.br Instituto de Física da UFRGS ]
- [http://www.mundosites.net/cienciasexatas/fisica.htm Sites de Física]
- [http://www.aif.estt.ipt.pt]
- [http://www.fisica.uece.br Departamento de Física da UECE]

Professores e pesquisadores


- [http://hfleming.com/rosto2.php Henrique Fleming] - com textos (sobre física e educação), links e notícias Categoria:Ciências exatas Categoria:Ciências naturais Categoria:Física als:Physik ja:物理学 ko:물리학 ms:Fizik simple:Physics th:ฟิสิกส์ zh-min-nan:Bu̍t-lí-ha̍k

Meteorologia

A meteorologia é a ciência que estuda os fenômenos da atmosfera terrestre e a atmosfera de outros planetas (Vênus, Marte, Júpiter etc). A palavra meteorologia vem de meteoro, isto é, daquilo que flutua no ar. POrtanto, meteorologia é a ciência que estuda os fenômenos do ar. A meteorologia é propriamente a ciência atmosférica ou ciência da atmosfera. Um dos objetivos operacionais da meteorologia é da previsão do tempo. Mas ela também se dedica a climatologia, a dinâmica atmosférica, a física das precipitações (chuva, granizo, neve, nevoeiro), ao estudo dos raios, a hidrometeorologia (impacto de tempestades severas, tornados, ventanias), a agrometeorologia (balanço hídrico em plantações, controle de irrigação, controle e manejo integrado de pragas agrícolas etc), a biometeorologia (efeitos da poluição no homem, animais e plantas, efeitos do clima sobre vegetação e biodiversidade), paleoclimatologia (estudo dos climas no passado próximo e remoto), micrometeorologia (troca de fluxos de energia entre superfície e atmosfera, dispersão de poluentes, turbulência, simulações de alto desempenho e resolução espacial e temporal), meteorlogia aeronáutica e náutica (construção de aeroportos, portos marítimos), meteorlogia sinóptica (previsão de tempo), computação aplicada a problemas das ciências ambientais, sensoriamento remoto da atmosfera (por satélites, radares, perfiladores, lasers etc), radiação atmosférica (interaççã oda radiação eletromagnética com a matéria do ar), química atmosférica (poluentes primários e secundários, fotoquímicos, balanço cinéticos e consdições de não equilíbrio químico na atmosfera etc) entre outras áreas importantes. Os Fenômenos meteorológicos são estudados e explicados pela meteorologia. Tais eventos são construídos por diferentes conjuntos de variáveis da atmosfera. Os fenômenos que afetam diretamente ou em curto intervalo de tempo os habitantes da Terra encontram-se na troposfera. A meteorologia é a ciência que estuda os fenômenos atmosféricos (furacões, tornados, tufões, etc.)que são relacionados ao ar nas 5 camadas da atmosfera, a troposfera, estratosfera, mesosfera, ionosfera e exosfera
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ja:気象学 ko:기상학 ms:Meteorologi

Século XVIII

Milénios: primeiro milénio d.C. - segundo milénio d.C. - terceiro milénio d.C. Século XVII - Século XVIII - Século XIX

Tópicos


- Revolução Industrial
- Revolução Francesa
- Iluminismo
- Música clássica, que tomou o lugar da música barroca
- Colonialismo
- Terramoto de 1755

Décadas

Década de 1700 | Década de 1710 | Década de 1720 | Década de 1730 | Década de 1740 | Década de 1750 | Década de 1760 | Década de 1770 | Década de 1780 | Década de 1790 categoria:Século XVIII ja:18世紀 ko:18세기

Século XIX

Milénios: primeiro milénio d.C. - segundo milénio d.C. - terceiro milénio d.C. Século XVIII - Século XIX - Século XX

Décadas

Década de 1800 | Década de 1810 | Década de 1820 | Década de 1830 | Década de 1840 | Década de 1850 | Década de 1860 | Década de 1870 | Década de 1880 | Década de 1890

Anos

: 1801 | 1802 | 1803 | 1804 | 1805 | 1806 | 1807 | 1808 | 1809 | 1810 : 1811 | 1812 | 1813 | 1814 | 1815 | 1816 | 1817 | 1818 | 1819 | 1820 : 1821 | 1822 | 1823 | 1824 | 1825 | 1826 | 1827 | 1828 | 1829 | 1830 : 1831 | 1832 | 1833 | 1834 | 1835 | 1836 | 1837 | 1838 | 1839 | 1840 : 1841 | 1842 | 1843 | 1844 | 1845 | 1846 | 1847 | 1848 | 1849 | 1850 : 1851 | 1852 | 1853 | 1854 | 1855 | 1856 | 1857 | 1858 | 1859 | 1860 : 1861 | 1862 | 1863 | 1864 | 1865 | 1866 | 1867 | 1868 | 1869 | 1870 : 1871 | 1872 | 1873 | 1874 | 1875 | 1876 | 1877 | 1878 | 1879 | 1880 : 1881 | 1882 | 1883 | 1884 | 1885 | 1886 | 1887 | 1888 | 1889 | 1890 : 1891 | 1892 | 1893 | 1894 | 1895 | 1896 | 1897 | 1898 | 1899 | 1900 Categoria:Século XIX als:19. Jahrhundert ja:19世紀 ko:19세기 simple:19th century th:คริสต์ศตวรรษที่ 19 zh-min-nan:19 sè-kí

Arqueologia

A arqueologia é uma ciência social (logo, que estuda as sociedades), podendo ser tanto as que ainda existem, quanto as atualmente extintas, através seus restos materiais, sejam estes objectos móveis (como por exemplo objecto de arte, como as vénus) ou objectos imóveis (como é o caso de estruturas arquitectónicas). Também se incluem as intervenções no meio ambiente efetuadas pelo homem. A palavra arqueologia vem do grego: archaios, 'velho' ou 'antigo', e logos, 'ciência'. A maioria dos primeiros arqueólogos, que aplicaram a sua disciplina aos estudos das antiguidades, definiram a arqueologia como o "estudo sistemático dos restos materiais da vida humana já desaparecida". Outros arqueólogos enfatizaram aspectos psicológico-comportamentais e definiram a arqueologia como "a reconstrução da vida dos povos antigos". Em alguns países a arqueologia é considerada como uma disciplina pertencente à antropologia; enquanto esta se centra no estudo das culturas humanas, a arqueologia dedica-se ao estudo das manifestações materiais destas. Deste modo, enquanto as antigas gerações de arqueólogos estudavam um antigo instrumento de cerâmica como um elemento cronológico que ajudaria a pôr-lhe uma data à cultura que era objeto de estudo, ou simplesmente como um objeto com um verdadeiro valor estético, os antropólogos veriam o mesmo objecto como um instrumento que lhes serviria para compreender o pensamento, os valores e a própria sociedade a que pertenceram.

Investigação arqueológica

A investigação arqueológica relaciona-se fundamentalmente à Pré-História e às civilizações da antigüidade; no entanto, ao longo do último século, a metodologia arqueológica aplicou-se a etapas mais recentes, como a Idade Média ou o período industrial. Na actualidade, os arqueólogos dedicam-se cada vez mais a fases tardias da evolução humana, como a arqueologia industrial. A investigação arqueológica necessita do auxílio de vários outros ramos cientificos (ciências naturais e sociais), assim como é importantíssimo adquirir o conhecimento empírico da população que nos envolve no dia-a-dia, pois a fonte oral é quase sempre o ponto de iniciativa para o desenvolvimento de algum estudo. Costuma-se dizer que cada "velhinho" que morre é uma biblioteca que arde, pois é informação que se perde. A investigação não é só a recolha de artefactos durante uma escavação ou somente a pesquisa bibliográfica, o contacto humano é muito importante. Uma investigação arqueológica começa sempre pela prospecção.

Panorama Português

arqueologia industrial A arqueologia tem sido praticada em Portugal desde há dois séculos, sendo então essencialmente um hobbie de militares ou pessoas com algumas posses e conhecimentos históricos. A questão das gravuras do Vale do Côa, em 1996, veio abrir as portas a uma maior difusão da profissão de arqueólogo e deu um impulso importante ao reconhecimento da arqueologia em Portugal, com a criação do IPA e da APA e com a aprovação de legislação específica para a área, sendo criados novos cursos universitários de arqueologia, como o curso da FLUM ou o da FLUP (uma vez que antigamente eram cursos não autónomos, dependentes dos cursos de História). Alguns arqueólogos, como Martins Sarmento, no século XIX, ou Cláudio Torres, na actualidade, são figuras reconhecidas no meio cultural português.

Ver também


- APA
- Arqueologia pré-histórica
- Arqueologia proto-histórica
- Arqueologia clássica
- Arqueologia medieval
- Arqueologia moderna
- Arqueologia contemporânea
- Arqueologia bélica
- Arqueologia industrial
- Arqueologia subaquática
- DGMN
- História da arqueologia
- IPA
- Instituto Português do Património Arquitectónico
- Teoria arqueológica categoria:Arqueologia als:Archäologie ja:考古学 ko:고고학 ms:Arkeologi simple:Archaeology th:โบราณคดี

Washington, DC

.]] :Nota: Este artigo é sobre a capital dos Estados Unidos da América. Se procuras o 42° Estado americano, consulte Washington. Para outros significados, veja Washington (desambiguação). ---- Washington, D.C. - também conhecida como Distrito de Columbia, o distrito federal americano - é a capital dos Estados Unidos da América. Seu nome oficial é Washington, Distrito de Columbia. A cidade também é conhecida através dos nomes D.C., Washington, Capital Nacional ou Capital Federal. Está situada no leste do país nas margens do rio Potomac, entre os estados norte-americanos de Maryland e Virgínia. Não deve ser confundido com o 42° estado americano, Washington. Por isto, Washington, a capital nacional, é geralmente chamado de Distrito de Columbia, e Washington, o estado, de Estado de Washington. O Distrito de Columbia é o distrito federal dos Estados Unidos, que possui limitado poder governamental próprio, sendo governada majoritamente pelo Congresso americano. É o centro administrativo, legislativo e judicial do país. A população de Washington é de 563 384 habitantes, e sua região metropolitana possui cerca de 4,4 milhões de habitantes (7,8 milhões juntamente com a região metropolitana de Baltimore, localizado a 100 km de Washington). A sua construção iniciou-se em 1792, sendo o governo federal aqui instalado em 1800. A cidade constitui o Distrito de Colúmbia desanexado dos estados de Virgínia e Maryland. Possui inúmeros monumentos, entre os quais se contam a Casa Branca (residência do Presidente dos Estados Unidos), o Capitólio dos Estados Unidos (sede do Congresso), a Biblioteca do Congresso, o Monumento de Washington, e o Memorial de Lincoln.

História

Nativos indígenas viviam na região do Distrito de Columbia cerca de 12 mil anos antes da chegada dos primeiros exploradores europeus. Um dos primeiros europeus a explorar a região foi o inglês John Smith de Jamestown, um soldado que anteriomente ajudou a estabelecer a colônia de Jamestown. Smith explorou a região via o Rio Potomac, em 1608. Smith eventualmente encontraria uma tribo Nacotchtank, um grupo nativo que falava um idioma algonquino. Os nativos inicialmente receberam amigavelmente o comércio europeu, mas conflitos sobre propriedade de terras levaram posteriomente a batalhas entre colonizadores europeus e os nativos. Os Nacotchtank eventualmente abandonariam suas vilas e recuaram-se nas florestas da região. Por volta de 1660, alguns ricos colonizadores ingleses adquiriram as terras ao longo do Rio Potomac, para o cultivo de tabaco. Estas grandes plantações utilizavam-se bastante do uso de trabalho escravo. Por volta de 1740, uma estação de inspecção de tabaco e um depósito foram construídos na margem sul do Rio Potomac, e uma pequena vila começou a crescer em torno da estação e do depósito. Em 1751, esta pequena comunidade foi renomeada George Town, e posteriomente, Georgetown.

Escolha como capital dos EUA

Muitas cidades norte-americanas já haviam sido capitais dos Estados Unidos, ao longo dos primeiros anos que sucederam-se à independência dos Estados Unidos. Por volta de 1783, o congresso norte-americano decidiu que os Estados Unidos deveriam ter um centro permanente de governo. Um grande problema então apareceu: a área onde a capital seria instalada ganharia grande influência política e econômica. Muito dos membros do congresso norte-americano são do Norte industrializado, onde a escravidão era muito pouco usada, e em alguns estados considerada ilegal, e queriam que a capital norte-americana ficasse em Filadélfia, então a maior cidade norte-americana. Já os representantes dos estados do Sul agropecuário, dependentes da escravidão, queriam a capital numa cidade no Sul. Alexander Hamilton, o então secretário do Tesouro norte-americano, e Thomas Jefferson, o Secretário do Estado, chegaram a um acordo sobre esta disputa. Hamilton estava preocupado em estabilizar a economia do país. Para isto, um passo importante era o pagamento das dívidas contraídas ao longo da guerra de independência. Hamilton acreditava que o Congresso devia pagar o restante das dívidas dos Estados do Norte. Jefferson, da Virgínia, um estado do Sul que já havia pagado todas suas dívidas, aceitou pagar as dívidas dos Estados do Norte caso Hamilton aceitasse que a capital norte-americana ficasse em uma cidade no Sul dos Estados Unidos. Isto resultou na Residence Act, em 1790, que deu ao então presidente norte-americano, George Washington, o poder de escolher o local onde seria construída a nova capital americana. George Washington escolheu, em 1791, uma área de 259 km² no Rio Potomac, entre os Estados americanos de Maryland e Virgínia, onde a vila de Georgetown estava localizada. O local escolhido por Washington ficava a apenas alguns quilômetros de sua casa, no Mount Vernon, Virgínia. Os Estados de Maryland e Virgínia logo cederam esta área para o governo federal.

Construção

George Washington contratou Pierre Charles L'Enfant, um engenheiro francês, para a criação planejada da cidade. Uma dificuldade foi a relutância dos ricos proprietários de terra da região escolhida em vender suas terras. Outra dificulade foram os atritos entre L'Enfant e oficiais governamentais americanos e os proprietários de terra da região, que eventualmente causariam a dispensa de L'Enfant, por Washington, antes de que a construção da cidade terminasse. Os planos e desenhos de Pierre Charles L'Enfant previam uma cidade centralizada no Capitólio dos Estados Unidos, cruzada por avenidas diagonais nomeadas com nomes dos Estados do país. Os cruzamentos destas avenidas com ruas correndo em um sentido norte-sul e leste-oeste seriam rotatórias, que homenageriam grandes personalidades americanas. Outra idéia era a construção de um enorme parque na margem norte do Rio Potomac, que constitui o atual National Mall, construída somente no início do século XX. Enquanto Washington era construída, George Washington e o Congresso norte-americano governavam o país em outras cidades escolhidas temporiaramente como capital federal. Graças a Andrew Bellicott e a Benjamin Banneker, que possuíam de cor os planos e desenhos de L'Enfant, a construção da cidade continuara, e o Distrito de Columbia foi inaugurada como capital permanente dos Estados Unidos da América, em 1800. O governo federal decidira nomear a capital dos EUA como Washington, em uma homenagem a George Washington, não apenas pelo papel que este teve na criação da cidade bem como para a história dos Estados Unidos como um todo.

1800 a 1860

1860 Quando inaugurada, a constituição norte-americana deu ao congresso nacional o poder de governar diretamente o distrito de Columbia. O congresso nacional estabeleceu um governo de caráter regional para Washington, com a criação de um Conselho municipal, cujos membros eram eleitos diretamente pelos habitantes. O prefeito, porém, era escolhido diretamente pelo presidente. Foi apenas em 1820 que os habitantes da Washington teriam o direito de escolher o prefeito da cidade. Porém, desde sua inauguração, todos habitantes morando dentro do Distrito de Columbia não tinham o direito de escolher o presidente dos EUA nas eleições nacionais, direito que ficou disponível apenas em 1961. Em agosto de 1814, na Guerra de 1812, tropas britânicas invadiram a capital, tendo partido do Canadá, e incendiando as principais estruturas da cidade. O presidente americano e os membros do Congresso federal já haviam saído da cidade, mas a moral da população atingiu um nível muito baixo. Tropas norte-americanas encarregadas de defender a capital fugiram antes de serem atacadas pelos ingleses. Após o fim da guerra, discutiu-se mover-se a capital norte-americana para um local menos vunerável a ataques militares, mas os habitantes da cidade persuadiram o Congresso a ficar na cidade. Washington passou por um processo de reconstrução, que terminou em 1819. As paredes externas da Mansão Presidencial, chamuscadas no ataque inglês, foram pintadas de branco para que as manchas negras das paredes queimadas ficassem escondidas. Essa mansão é atualmente conhecida como a Casa Branca. Quando Washington foi inaugurada como capital, previa-se que a cidade seria um importante centro industrial e comercial, além da natural posição de centro político mais importante dos Estados Unidos. Porém, muitas cidades na região, como Boston, Charlottetown, Filadélfia, Nova Iorque e especialmente Baltimore, a maior cidade de Maryland, impediram um rápido crescimento populacional de Washington. A população de Washington ficou em torno de apenas 50 mil habitantes até o fim da década de 1840, e muito do terreno do Distrito de Columbia não era usada. No seu tórrido verão, Washington ficava praticamente deserta. Em 1846, o Congresso nacional decidiu devolver a área ao sul do Rio Potomac para o Estado de Virgínia.

Escravidão e Guerra Civil

1846, um dos presidentes norte-americanos mais famosos do país, e que foi assassinado na cidade.]] Uma questão controversial na capital dos Estados Unidos era a escravidão. Washington está localizada na Região Sul dos Estados Unidos, onde o uso de escravos é extensivo. Escravos construíram muito da cidade, incluíndo estruturas governamentais e vias públicas. Mas muito do país era contra a escravidão, especialmente a população dos estados do norte. Em 1850, uma lei nacional proibiu o comércio escravo em Washington, e definitivamente abolida pelo presidente americano Abraham Lincoln, em 1862, quando a Guerra Civil Americana já havia começado dois anos antes. Proprietários de escravos que decidiram ficar do lado da União nortista (compostas por estados que apoiavam a abolição da escravidão), e leais ao presidente norte-americano foram recompensados com 300 dólares por escravo liberado. Washington está localizada logo ao norte da Virgínia, um Estado do Sul confederado, e altamente vulnerável a um ataque sulista. Abraham Lincoln criou uma força militar, a Tropa de Potomac, com o objetivo de defender Washington, a capital dos estados da União. Embora isto não fosse necessário, uma vez que uma capital temporária pudesse ser escolhida em um local menos vulnerável, Lincoln e a maioria do Congresso da União decidiu que a capital da União deveria continuar a ser Washington. A necessidade de defender a capital da União fez com que a população de Washington crescesse rapidamente. Com 60 mil habitantes no começo da guerra, Washington chegou aos 120 mil no final da Guerra Civil. Milhares de soldados protegiam Washington, milhares de pessoas vinham de outras regiões dos Estados Unidos, empenhadas em ajudar nos esforços de guerra dirigiam-se à cidade, bem como milhares de afro-africanos, que fugindo da escravidão, vindas dos estados do sul confederado. Este crescimento levou à falta de abrigos e sistemas de saneamento público como esgoto pararam de atender de forma eficiente a população da cidade. Após o fim da guerra, o governo norte-americano, através de um novo plano diretor, reformou muito da cidade, e estes problemas foram resolvidos. O presidente norte-americano Lincoln foi assassinado em 14 de abril de 1865, apenas alguns dias antes do término da guerra, no Ford's Theater, por John Wilkes Booth.

1865 a 1900

1900 Em 1871, o Congresso norte-americano fez do Distrito de Columbia um território governamental. Washington e imediações foram governadas por alguns anos por um governador, Alexander Sheppard, pessoalmente escolhido pelo presidente norte-americano. Sheppard era o principal administrador de um programa de planejamento urbano. Porém, Sheppard não apenas não controlou direito as finanças do Distrito, gastando muito além do necessário, bem como foi acusado de desonestidade e corrupção. Um comitê foi estabelecido em 1874, e descobriu que o território governamental de Columbia estava com uma dívida de 20 milhões de dólares, e rapidamente o Congresso norte-americano decidiu abolir o território governamental. O Distrito de Columbia passaria a ser administrada por três pessoas, diretamente escolhidas pelo presidente norte-americano, e que tinham por lei controle absoluto na administração do Distrito de Columbia. A cidade de Georgetown passou a fazer parte de Washington, desde então, e os nomes das ruas de Georgetown foram modificadas, para atender às especificações do plano diretor de L'Enfant. Por um longo período, a população de Washington não teriam o direito de escolher os membros do governo regional, um caso único entre as cidades dos Estados Unidos. Em 1888, o Monumento de Washington foi inaugurado na cidade.

1900 a 1950

1950, é um imenso parque localizado no centro da cidade.]] A National Mall foi planejada e construída no início do século XX, em uma enorme área entre o Capitólio dos Estados Unidos e o Monumento de Washington. Washington cresceu bastante durante a Primeira Guerra Mundial, quando os Estados Unidos precisavam de mais trabalhadores para o desenvolvimento dos planos de esforços de guerra. Com 350 mil habitantes em 1915, Washington passou a ter cerca de 450 mil após o término da guerra. Este super-aumento populacional causou muitos problemas para vários serviços públicos. Falta de abrigos, alto valor da terra e escolas super lotadas, com classes muitas vezes possuíndo 60 ou mais estudantes, foram problemas que abateram Washington nos anos que se seguiram a primeira guerra mundial. Ao contrário de outras cidades americanas, Washington não sofreu com a Grande Depressão. Pelo contrário, mais planos eram desenvolvidos pelo governo nacional, com o objetivo de minimizar os efeitos da Depressão no país, criaram mais empregos, que fizeram com que a população da cidade crescesse rapidamente mais uma vez. De 485 mil habitantes em 1930, Washington passou a ter 450 mil em 1940. Mais crescimento seguiu-se aos anos da segunda guerra mundial, e Washington tinha cerca de 800 mil habitantes ao término da segunda guerra mundial. Durante a guerra, o Pentágono foi construído

1950 a 2000

Desde a década de 1950, a população de Washington tem caíndo gradualmente, após o máximo de 800 mil atingido em 1945. Porém, a população dos subúrbios continuaram a crescer. Com a desegregação racial escolar, regulamentada pelo Congresso nacional em 1954, fez com que muitas famílias brancas mudassem para os subúrbios de Washington. Desde 1955, afro-americanos compõem a maioria da população da cidade. Em 1954, quatro nacionalistas puerto riqueños abriram fogo na Casa dos Representantes dos Estados Unidos da América. Cinco pessoas ficaram feridas. Após o fim da Segunda Guerra Mundial, muitos dos habitantes do Distrito de Columbia exigiram votações diretas na cidade, para escolha dos principais oficiais da cidade. Muitos desses habitantes também queriam o direito de participar das eleições nacionais, como aquela para a escolha do presidente norte-americano. Em 1961, o Congresso norte-americano e os estados do país aprovaram uma amenda constitucional que deu aos habitantes de Washington o direito participar nas votações nacionais. Em 1967, o então presidente americano, Lyndon Jonhson, reorganizou o sistema governamental de administração do Distrito de Columbia, onde um prefeito e um Conselho municipal. Porém, tanto o prefeito como os membros do Conselho municipal continuaram a ser escolhidos pelo presidente americano. Johnson escolheu Walter Washington para ser o primeiro prefeito de Washington. Walter Washington tornou-se o primeiro afro-americano a governar uma cidade primária dos Estados Unidos. Em 1968, após o assassinato de Martin Luther King, Washington foi abalada por um gigantesco motim popular, entre 4 de abril a 8 de abril. Mais de 20 mil pessoas, a grande maioria, afro-americanos da classe baixa, causaram grande destruição pela cidade, o que afastou ainda mais as famílias brancas da cidade, bem como afro-americanos da classe média, que se mudaram para cidades vizinhas. A partir da década de 1970, um número crescente de pessoas do Distrito de Columbia passou a suportar um movimento cujo objetivo era fazer com que o Distrito de Columbia tornasse um estado próprio dentro dos Estados Unidos, que foi aprovada pelo Congresso americano em 1978, ratificada pelos habitantes da cidade em 1982 mas não ratificada por um vários dos estados do país, sendo finalmente rejeitada pelo Senado norte-americano em 1992. Em 1973, o Congresso norte-americano deu aos habitantes da cidade o direito de eleger o prefeito de Washington, bem como os membros do Conselho municipal, pela primeira vez, em mais de um século. Em 1974, os habitantes da cidade elegeram Walter Washington como o prefeito da cidade, anteriomente prefeito da cidade, tendo sido escolhido diretamente pelo presidente norte-americano. Washington sofreu uma grande crise financeira entre 1994 e 1995, e o Congresso americano novamente decidiu por remover parte dos poderes municipais. O Congresso dissolveu o Congresso municipal, removeu os poderes governamentais do Distrito de Columbia e criou um Conselho Financeiro, onde seus membros seriam escolhidos diretamente pelo presidente norte-americano, e o Distrito de Columbia passaria a ser controlada novamente pelo governo norte-americano. Entre 1999 e 2000, o Congresso norte-americano decidiu restituir ao Distrito de Columbia seus poderes governamentais.

2000 a tempos atuais

Em 11 de setembro de 2001, a região metropolitana de Washinton foi alvo dos Ataques de 11 de setembro, onde um Boeing 767 atingiu o Pentágono (localizada em Arlington), destruindo-o parcialmente, e matando 125 pessoas, bem como as 65 pessoas que estavam dentro da aeronave. Após estes ataques, o Distrito de Columbia foi alvo de um ataque de anthrax, correspondências contendo o vírus que infectou 20 pessoas e matou 5 delas. Ao longo de outubro de 2002, John Allen Muhammad e Lee Boyd Malvo espalharam terror pela cidade, ao matar 10 pessoas e ferir gravemente outras 3. Atuaram juntos, escolhendo suas vítimas ao acaso, e atacando-nas de longe, atingindo-nas com um único tiro, usando um rifle como arma. Ambos foram presos em 24 de outubro, sendo que Muhamad posteriomente fora condenado à morte, e Malvo, por ser menor de idade (quando cometera seus crimes), fora condenado à prisão perpétua.

Geografia

prisão perpétua

Localização geográfica

As coordenadas geográficas de Washington são 38°53′42″Norte e 77°02′11″Oeste. O Distrito de Columbia está localizada na margem nordeste do Rio Potomac, ao norte do Estado de Virgínia, e ao sul do Estado de Maryland. A altitude média de Washington é de 7,6 metros, e seu ponto mais alto possui 125 metros de altitude.

A cidade

Washington é dividida em quatro quadrantes, por quatro longas ruas que dividem a cidade em quatro. Essas ruas partem do Washington Capitol, e são nomeadas North Capitol Street, South Capitol Street, East Capitol Street e West Capitol Street. Os quadrantes são Noroeste (Northwest), Nordeste (Northeast), Sudoeste (Southwest) e Sudeste (Southeast). Todos os quadrantes nomeiam suas ruas usando o seguinte esquema: ruas que cortam a cidade em um sentido leste-oeste são nomeadas com uma letra do alfabeto e ruas que cortam a cidade em um sentido leste-oeste são nomeadas com um número. Além disso, Washington é cortada por 50 avenidas que correm na diagonal (nordeste-sudoeste, por exemplo), cada uma delas nomeando um Estado americano. Quando inaugurada, Washington possuía 13 avenidas, nomeando as antigas 13 colônias americanas, e estão localizadas próximas ao Capitólio dos Estados Unidos. À medida que mais Estados juntavam-se à União, mais avenidas foram construídas, cada vez mais afastadas do Washington Capitol. Quando duas avenidas cruzam-se, elas formam uma rotatória. Tais rotatórias muitas vezes possuem parques, e nomeiam personalidades famosas dos Estados Unidos ou do Distrito de Columbia. Washington está dividida em um total de 8 wards (distritos eleitorais) e 127 bairros diferentes. O Distrito de Columbia impõe limites de altura para os edifícios construídos dentro do Distrito. Estas limitações foram impostas no início do século XX, com o aparecimento dos arranha-céus, para evitar que estes edifícios ultrapassassem em altura os monumentos da National Mall, com o objetivo de preservar a grandiosidade destes monumentos. Como consequência, Washington possui um dos céus mais limpos e abertos do país.

Quadrante Noroeste

National Mall.]] O Quadrante Noroeste é o maior dos quatro quadrantes, possuíndo aproximadamente a metade da cidade. O Quadrante Noroeste não somente sedia o centro governamental dos Estados Unidos, bem como também é o principal centro econômico e comercial da cidade. As principais universidades da cidade também estão todas localizadas aqui.

Quadrante Nordeste

O Quadrante Nordeste cobre aproximadamente um quarto da área da cidade. O Quadrante Nordeste é predominantemente residencial, e sua população é composta em sua maior parte por famílias de classe média e alta.

Quadrante Sudeste

O Quadrante Sudeste cobre aproximadamente um quarto da área da cidade. Predominantemente residencial, onde moram famílias de classe baixa e média, o Quadrante Sudeste também possui um centro comercial importante.

Quadrante Sudoeste

A menor dos quatro quadrantes, ocupando cerca de um décimo da cidade, o Quadrante Sudoeste foi o alvo de um extensivo programa de renovação urbana, que ocorreu entre a década de 1950 e a década de 1980. Muito do Quadrante Sudoeste é residencial, porém, um número de estruturas governamentais e uma base aérea estão localizadas dentro do Quadrante Sudoeste, bem como um porto militar, usadas pelas forças navais norte-americanas

Região Metropolitana

A Região Metropolitana de Washington-Baltimore inclui o Distrito de Columbia, Baltimore, as cidades de Alexandria, Falls Church, Fredericksburg, Manassas e Manassas Park, no estado de Virgínia, e outros 18 condados em Maryland e em Virgínia. Como aconteceu em muitas grandes cidades norte-americanas, ambas Baltimore e Washington apresentaram perda de população, desde a década de 1950. Muito dos habitantes vivendo em mudaram-se para cidades vizinhas, por causa da alta taxa de criminalidade. Apesar da queda do número de habitantes na cidade de Washington desde a década de 1950, e de seu atual lento crescimento, a região metropolitana de Washington sempre cresceu rapidamente, desde então. Habitantes de Washington, ao sair da cidade, mudaram-se primariamente para cidades vizinhas. Em 1950, a metrópole tinha cerca de 3 milhões de habitantes. Em 1980, ela alcançara cerca de 5 milhões, e em 2000, 7,8 milhões. Enquanto Washington possui uma população majoritamente afro-americana (negros), que compõem cerca de 60% da população da cidade, as cidades em torno de Washington são primariamente brancas.

Clima

O clima de Washington é temperado, e a cidade possui quatro estações bem definidas. A temperatura média no inverno é de 3.4ºC, e no verão, de 26ºC. Temperatura mínima no inverno é de -30ºC a 4ºC, e no verão, entre 12ºC a 25ºC. Máximas no inverno ficam entre -22ºC a 13ºC, e no verão, entre 19ºC a 33ºC. Precipitação anual média (chuva e granizo) é de 127 cm. A precipitação média anual de neve é de aproximadamente 150 centímetros.

Administração

Administração municipal

Washington possui um prefeito e um Conselho municipal, como na grande maioria das cidades norte-americanas. Os habitantes da cidade elegem o prefeito e os membros do Conselho a mandatos de 4 anos de duração. O Conselho municipal é formado por 13 oficiais. Cinco deles são elegidos pela população do distrito e cada um dos oito restantes são elegidos por um dos oito distritos eleitorais (wards) da cidade. Porém, o poder do governo municipal de Washington é limitado, por emendas da Constituição norte-americana. O Governo federal dos Estados Unidos tem poder de veto e autoridade sobre quaisquer fatos relacionados com a cidade de Washington. O Conselho municipal cria novas leis municipais e discute possíveis modificações em leis já existentes, e o prefeito pode vetar ou aprovar novas leis ou mudanças em leis já existentes. Porém, novas leis e mudanças em leis já existentes podem ser vetadas pelo Congresso norte-americano. Uma lei pode ser desaprovada pelo Congresso norte-americano, mesmo que essa dada lei tenha sido aprovada por unanimidade pelo prefeito e por todos os membros do Conselho municipal. O Governo norte-americano também pode criar e aplicar novas leis sem a aprovação do governo municipal de Washington. Cerca de 70% da renda de Washington provém de impostos arrecadados por impostos municipais, como impostos mensais aplicados a propriedades, terrenos e venda e compra de produtos. O resto da renda anual provém do Governo federal norte-americano. Este paga uma taxa anual, pelas propriedades governamentais instaladas em Washington.

Representação no governo federal

imposto De acordo com a Constituição norte-americana, Washington DC está sob direta jurisdição do Congresso federal. Este gradualmente cedeu alguma quantidade desta autoridade para o governo local. Mesmo assim, os habitantes do Distrito de Columbia não possuem o mesmo grau de representatividade, aproveitada por habitantes de outros estados norte-americanos. Os habitantes do Distrito podem votar nas eleições nacionais para a escolha do presidente norte-americano, mas não possuem representantes no Congresso norte-americano ou no Senado. Os cidadãos de Washinton são representados na Casa dos Representantes dos Estados Unidos por